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outubro 24, 2018
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outubro 23, 2018
Em 2015, uma tia, que era como minha segunda mãe, faleceu repentinamente, devido a um ataque cardíaco. Eu não conseguia superar esta perda. Definitivamente, me doía demais e me revoltei contra Deus por levar minha tia assim tão de repente, sem que eu pudesse me despedir.
Ainda assim, tinha me preparado para viajar à Polônia para a JMJ 2016. Me recordo perfeitamente do dia em que houve uma pane no transporte público e demorei mais de cinco horas de trem para chegar ao nosso alojamento. Tínhamos planejado ir ao Santuário da Divina Misericórdia no dia seguinte, mas muitos desistiram de ir por conta do cansaço do dia anterior; eu estava muito cansada, considerei ficar, mas por fim, decidi ir.
Quando cheguei, encontrei uma moça da Guatemala que, ao me ver com nossa bandeira, se emocionou muitíssimo e me pediu uma foto com a bandeira. Aceitei e ela me disse “quando você entrar [no Santuário] olhe nos olhos de Jesus e se abandone neste olhar”. Entrei e uma pessoa me deu um pequeno papel em espanhol (era muito raro isso acontecer na Polônia, já que tudo estava em inglês ou polonês) que dizia: “se rezares o Terço da Divina Misericórdia ao lado de alguém que está morrendo, eu estarei com ele; não como um juiz severo, mas como um Salvador Misericordioso”.
Lembrei-me que no dia em que minha tia faleceu, minha mãe e eu rezamos umas 20 vezes o terço da Misericórdia e, então, pude ver minha tia nos braços de Jesus, muito feliz e tranquila. Não sei como aconteceu, mas eu cheguei ao altar, fiquei ali chorando, por pouco mais de uma hora, diante de Jesus. Quando saí do Santuário, eu era uma nova pessoa, mais leve, mais sorridente, tirei um peso gigante das costas, estava em paz. Encontrei a misericórdia na minha dor, encontrei paz e perdão, me encontrei de novo com um coração restaurado, cheio de amor, pronto para aproveitar a vida e agradecer por ela.
Sheidy Castillo, Guatemala